Mandados de prisão e busca foram cumpridos em investigação que apura peculato e concussão envolvendo agentes públicos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de “rachadinha” no município de Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação foi realizada em apoio a investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, um contra agente político e outro contra servidor público, além de quatro mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais partiram da Vara Regional de Garantias da comarca de Itajaí.
Segundo o Ministério Público, a apuração envolve possíveis crimes de peculato e concussão, ambos relacionados ao uso indevido da estrutura pública para obtenção de vantagem ilícita.
De acordo com as investigações, o esquema teria começado em 2025 e funcionaria a partir do repasse de parte dos salários de servidores da Câmara de Vereadores a pessoas ligadas à estrutura de poder local. Os valores, segundo apurado, eram transferidos por meio de operações bancárias, incluindo PIX.
A suspeita é de que o chefe de gabinete da presidência do Legislativo atuava como operador do esquema, sendo responsável por exigir e recolher os valores, que posteriormente seriam destinados ao presidente da Câmara.
O material apreendido será submetido à análise da Polícia Científica, e os laudos devem subsidiar o aprofundamento das investigações, inclusive para identificar outros possíveis envolvidos.
O nome da operação, “Repartição”, faz referência direta à dinâmica investigada, baseada na divisão de valores que deveriam permanecer integralmente com os servidores públicos.
A investigação segue sob sigilo.
