A bartender pours a drink under neon lights in a moody bar setting, with a patron seated at the counter.

Ré foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina por atrair jovens de casa de acolhimento para ambientes noturnos em troca de vantagens financeiras.

A Justiça condenou uma mulher investigada na Operação Inocência por aliciar adolescentes para exploração sexual em São José, na Grande Florianópolis. A decisão atende a ação penal apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca.

De acordo com a investigação, a ré induzia e atraía adolescentes acolhidas em uma instituição para frequentar ambientes noturnos, com consumo de álcool e presença de homens, com forte apelo sexual. Em troca da presença das jovens, ela recebia vantagens econômicas e materiais relacionadas à promoção de eventos e aumento do público em casas noturnas.

A sentença fixou pena de seis anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de dois anos e oito meses de detenção, em regime aberto, e pagamento de 29 dias-multa. A mulher foi condenada pelos crimes de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, armazenamento de pornografia infantil e fornecimento de bebida alcoólica a menores de idade.

As investigações apontaram que a acusada atuava como captadora e organizadora de eventos, recrutando jovens, inclusive menores de idade, para frequentar casas noturnas. Segundo o Ministério Público, ela mantinha uma atividade lucrativa estável, com pagamentos feitos por transferências eletrônicas e bônus por captação de público.

Durante a apuração, também foram apreendidos materiais que indicam a produção de flyers com fotos de adolescentes, divulgação de “combos” de bebidas e a oferta de “amigas” para frequentadores dos eventos. Além disso, a ré teria fornecido bebidas alcoólicas às jovens e armazenado vídeos de pornografia infantil.

A investigação integra a Operação Inocência, deflagrada em junho de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria de Justiça de São José, com o objetivo de desarticular redes ligadas à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Na decisão, a Justiça autorizou que a ré recorra em liberdade. O promotor de Justiça Alexandre Carrinho Muniz, responsável pela ação penal, informou que o Ministério Público deverá recorrer para pedir também a fixação de indenização por danos morais às vítimas.

O caso envolve adolescentes em situação de vulnerabilidade social e que, à época dos fatos, estavam sob proteção institucional do Estado.

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