Black and white image of a lone prisoner behind bars inside a dimly lit cell.

Um homem foi condenado a 60 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, cometido na frente dos próprios filhos, no município de Palmitos, no Oeste de Santa Catarina. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri e durou mais de 12 horas.

O crime aconteceu em outubro de 2024. De acordo com o que foi apresentado aos jurados, o homem não aceitava o fim do relacionamento e foi até a casa da ex-companheira mesmo estando proibido judicialmente de se aproximar dela. Para conseguir entrar, usou uma desculpa envolvendo um dos filhos.

Já dentro da residência, ele atacou a mulher com um golpe de canivete no peito. A vítima morreu no local. Os quatro filhos do casal, todos menores de idade, presenciaram a cena, incluindo um bebê. Um dos adolescentes ainda tentou ajudar a mãe, sem sucesso.

Por que a pena foi tão alta?

Os jurados consideraram que o crime foi cometido em um contexto de violência doméstica, com agravantes que pesaram na dosimetria da pena. Entre elas, o fato de o assassinato ter ocorrido na presença dos filhos, o descumprimento de uma medida protetiva, o uso de engano para se aproximar da vítima e a impossibilidade de defesa da mulher no momento do ataque.

Além da pena de prisão, o réu também foi condenado a pagar indenização aos familiares da vítima. Ele já estava preso preventivamente e não poderá responder ao processo em liberdade.

Um crime que deixa marcas além da vítima

Casos como esse não se encerram com a leitura da sentença. A violência atinge diretamente crianças que, além de perderem a mãe, carregam o trauma de terem presenciado o crime. Especialistas apontam que esse tipo de vivência deixa marcas profundas no desenvolvimento emocional e psicológico.

A condenação ocorre em um cenário de endurecimento da legislação brasileira contra a violência de gênero, mas o caso de Palmitos reforça uma constatação conhecida: medidas judiciais, sozinhas, não conseguem impedir tragédias quando a violência já escalou.

Se você ou alguém próximo vive situação de violência doméstica, o telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas, gratuitamente, em todo o país.

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