Pedido ocorre após análise técnica de provas já reunidas; objetivo é esclarecer pontos pendentes antes de definição jurídica.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou, na última quinta-feira (09), a complementação de uma diligência específica no inquérito que apura o caso dos cães na Praia Brava, em Florianópolis. A medida foi adotada pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital após reunião de um grupo técnico responsável por analisar o conjunto de provas já reunido.
Segundo o órgão, o procedimento reúne um volume significativo de elementos probatórios, o que exige uma avaliação detalhada antes da definição de qualquer encaminhamento jurídico. A nova diligência tem justamente a função de suprir lacunas ainda existentes na investigação.
Em nota, o MPSC afirma que a providência busca garantir “a completa elucidação dos fatos”, além de assegurar que nenhuma informação relevante seja desconsiderada na tomada de decisão.
O trabalho de análise vem sendo conduzido de forma conjunta por promotorias e por um grupo técnico especializado, que se reuniu ao longo da semana para examinar o material já produzido no inquérito.
O caso, que ganhou repercussão estadual e nacional, envolve a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, além de outros episódios envolvendo animais na mesma região. As circunstâncias da morte ainda são objeto de divergências periciais, o que reforça a necessidade de aprofundamento das investigações.
O procedimento segue sob sigilo, em razão da complexidade dos fatos e da necessidade de preservar a integridade das apurações em curso.
No estágio atual, não há definição sobre eventual responsabilização criminal ou outras medidas, já que o Ministério Público aguarda o cumprimento da diligência solicitada para consolidar seu posicionamento jurídico.
