Iniciativa também divulga serviços da rede de proteção e incentiva a denúncia.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina lançou uma série no Instagram para desconstruir mitos sobre violência doméstica e orientar vítimas sobre como buscar ajuda.

A iniciativa parte de um diagnóstico simples: ideias repetidas no cotidiano ajudam a manter a violência invisível. Frases como “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” ou “se fosse tão ruim assim, ela já teria saído de casa” são exemplos citados pelo tribunal como discursos que desestimulam a denúncia.

A série busca explicar, em linguagem direta, que a violência doméstica não se limita à agressão física e pode envolver controle, ameaça e constrangimento. Ao mesmo tempo, orienta sobre o que fazer diante dessas situações e apresenta canais de apoio disponíveis.

A ação se insere no conjunto de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, cuja base legal é a Lei Maria da Penha, que define mecanismos de proteção à vítima e prevê medidas urgentes para interromper o ciclo de agressões.

No âmbito do Judiciário catarinense, a série dialoga com o trabalho da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, estrutura que articula ações de prevenção, orientação e encaminhamento dentro do sistema de Justiça.

Além da atuação jurisdicional, o tribunal também desenvolve iniciativas educativas. O uso das redes sociais amplia o alcance dessas informações e permite comunicação direta com o público fora do ambiente processual.

A principal mudança está na forma de acesso à informação. Ao levar conteúdo para o Instagram, o tribunal tenta atingir pessoas que não buscariam orientação formal em delegacias ou órgãos públicos.

A abordagem direta, com exemplos do cotidiano, facilita o reconhecimento de situações de violência. Isso pode encurtar o tempo entre a ocorrência do abuso e a procura por ajuda.

A divulgação de canais como serviços de denúncia e atendimento também reduz barreiras informacionais, que muitas vezes impedem a vítima de agir.

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