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O Ministério Público de Santa Catarina apresentou denúncia criminal contra dois tenistas estrangeiros, um venezuelano e um colombiano, por supostas ofensas racistas ocorridas durante um torneio de tênis realizado em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A denúncia foi oferecida pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável por atuar no enfrentamento ao racismo em Santa Catarina. Os fatos teriam ocorrido no dia 22 de janeiro, durante uma partida da primeira chave de duplas do ATP Challenger 75 – Itajaí Open 2026.

Segundo o Ministério Público, o atleta venezuelano teria feito gestos imitando um macaco, coçando as axilas em direção ao público. Para a promotoria, a conduta configura crime de incitação ao preconceito racial, por estimular discriminação e hostilidade com base em raça ou cor.

No mesmo episódio, conforme a denúncia, o atleta colombiano teria dirigido ao funcionário do clube uma ofensa de cunho racial, chamando-o de “macaquito de merda”. De acordo com o Ministério Público, esse tipo de conduta caracteriza injúria racial, quando a dignidade de uma pessoa é atingida por referências à sua raça ou cor.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que a Justiça fixe indenização mínima. Para o atleta acusado de injúria racial, o valor solicitado é de R$ 5 mil. Já para o atleta acusado de incitação ao preconceito racial, a promotoria requereu R$ 15 mil. Caso aceitos, os valores serão destinados ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados, que financia projetos de interesse social, incluindo ações de promoção da igualdade étnico-racial.

A denúncia foi ajuizada nesta quinta-feira (5) e ainda não foi recebida pelo Judiciário. Se for aceita, os dois atletas passarão à condição de réus em ação penal.

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