Tubarão – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou quatro homens apontados como líderes de uma estrutura criminosa que comandava o tráfico de drogas dentro de um condomínio residencial de Tubarão e movimentava centenas de milhares de reais por mês com a venda ilegal de entorpecentes.
De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, o grupo atuava de forma organizada e contínua, operando 24 horas por dia e gerando um fluxo financeiro estimado em cerca de R$ 450 mil mensais. Os quatro acusados respondem judicialmente por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, crimes que, se comprovados, podem resultar em penas severas.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, a quadrilha tinha uma hierarquia clara e funções bem definidas:
- Um dos denunciados exercia a chefia direta do ponto de venda dentro do condomínio, determinando quem podia entrar ou sair e impondo regras internas, mesmo com a aparência de pequeno empresário.
- Outro membro era responsável pela aquisição de insumos para a preparação das drogas e pela logística de remessas vindas de outras regiões, movimentando mais de R$ 1 milhão em contas pessoais em poucos anos.
- Um terceiro acusado coordenava a operação em campo, supervisionando vendedores e até adolescentes recrutados para distribuir as substâncias.
- O quarto denunciado respondia pela ocultação de patrimônio, utilizando um estabelecimento comercial como fachada para lavar dinheiro, além de registrar veículos de luxo e imóveis em nome de terceiros e disponibilizá-los para uso da quadrilha.
Consequências jurídicas e pedido do MPSC
A denúncia já foi recebida pela Justiça e transforma formalmente os quatro em réus em ação penal. O MPSC pediu, além da responsabilização criminal, indenização por danos morais coletivos, em razão dos efeitos negativos que o esquema criminoso trouxe à comunidade, e o perdimento dos bens adquiridos com recursos ilícitos, que já foram alvo de medida cautelar no curso das investigações.
Impacto local
Investigações como essa revelam um aspecto que vai além do tráfico: o controle social e econômico que organizações criminosas podem exercer em áreas residenciais, influenciando a rotina de moradores, a segurança e a própria percepção de paz urbana. A atuação do Ministério Público e das forças de segurança é fundamental para desarticular esses grupos e restabelecer o convívio pacífico em bairros e condomínios.
