Audiência ocorreu no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mas impasse sobre reajuste salarial e descontos dos dias parados permaneceu.

A audiência de conciliação entre a Prefeitura de Florianópolis e representantes dos servidores municipais em greve terminou sem acordo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A reunião foi conduzida no âmbito do dissídio coletivo instaurado para discutir a legalidade e os efeitos da paralisação.

Segundo o TJSC, as partes mantiveram divergências principalmente em relação ao reajuste salarial reivindicado pelos servidores e à possibilidade de desconto dos dias não trabalhados durante a greve. A falta de consenso impediu o encerramento imediato do movimento paredista.

A greve envolve diferentes categorias do funcionalismo municipal e afeta serviços públicos da capital catarinense. Entre os pontos discutidos estão recomposição inflacionária, condições de trabalho e garantias relacionadas à negociação coletiva.

Durante a audiência, representantes do município defenderam os limites orçamentários da administração pública e sustentaram necessidade de observância às regras fiscais. Já os sindicatos argumentaram que as perdas salariais acumuladas justificariam a manutenção da mobilização.

Com o encerramento da tentativa de conciliação sem consenso, o processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça. O Judiciário ainda poderá analisar pedidos relacionados à legalidade da greve, manutenção de serviços essenciais e eventual compensação ou desconto dos dias parados.

No âmbito do Direito do Trabalho aplicado ao serviço público, o dissídio coletivo funciona como instrumento judicial utilizado quando negociação direta entre as partes não produz acordo. Nessas situações, o tribunal pode atuar tanto na tentativa de mediação quanto no julgamento do conflito.

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