O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que a atuação do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) está sendo ampliada para reforçar a segurança institucional do Poder Judiciário catarinense, em resposta a casos envolvendo uso indevido de credenciais de magistrados para a confecção de documentos e peças processuais falsas.
De acordo com a corte, as ações do NIS integram uma operação nacional de fortalecimento da proteção de sistemas, dados e procedimentos judiciais, que tem mobilizado tribunais em todo o país para enfrentar ameaças digitais e tentativas de fraude. O trabalho também inclui apoio em investigações de ataques cibernéticos e acesso indevido a plataformas judiciais sensíveis, com o objetivo de preservar a integridade dos serviços do Judiciário.
O NIS é um órgão ligado à Presidência do TJSC e ao Conselho de Segurança Institucional, responsável por planejar e executar atividades de inteligência e proteção institucional, incluindo a defesa de magistrados, servidores e sistemas digitais que suportam o funcionamento da Justiça. Essa atuação passa a ser considerada ainda mais estratégica diante do aumento dos desafios relacionados à segurança digital no Judiciário, como invasões e tentativas de uso indevido de credenciais.
Fontes ligadas ao tribunal destacam que medidas de segurança digital e institucional já vinham sendo implementadas em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e órgãos de controle, como autenticação de dois fatores e restrições de acesso a plataformas em nuvem, buscando mitigar riscos e proteger dados sensíveis de operadores e partes envolvidas em processos.
A intensificação da atuação do NIS se soma a outras iniciativas já adotadas pela Justiça catarinense nos últimos anos para reforçar a segurança física dos magistrados e a proteção dos sistemas de tramitação processual diante de ameaças internas e externas, consolidando uma estratégia mais ampla de governança de risco e defesa institucional.
O que são “credenciais judiciais”?
São os dados de acesso usados por magistrados e servidores para entrar em sistemas do Judiciário, assinar documentos, despachar processos e acessar informações sigilosas.
Qual é o risco do uso indevido dessas credenciais?
Quando alguém obtém acesso indevido, pode tentar criar documentos falsos, simular decisões judiciais, acessar dados sensíveis ou aplicar golpes usando a aparência de legalidade do Judiciário.
O que faz o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional?
O núcleo atua na prevenção, identificação e resposta a riscos, reunindo informações, monitorando ameaças e orientando medidas de proteção física e digital para magistrados, servidores e sistemas.
Por que isso virou uma operação nacional?
Porque as tentativas de fraude e ataques digitais não ficam restritas a um único tribunal. A cooperação entre cortes permite respostas mais rápidas e padronizadas, reduzindo vulnerabilidades.
